sexta-feira, 23 de março de 2012

Como aumentar as visitas do seu blog


Esta BD que encontrei na net é uma sátira para todos os bloguistas que procuram apenas aumentar o número de visitantes do seu blog.



Já agora ......... eu também faço parte do grupo que adora ser visitado por muitas pessoas ..... obrigado a todos que fizeram deste blog Fazer Euros na Net, um caso de sucesso em tão pouco tempo.

Portagens - Fuja se puder !!!


Todos nós não gostamos de pagar portagens. Infelizmente, de alguma forma têm que ser pagos os investimentos em auto-estradas, das quais Portugal é líder na Europa em termos per-capita. Há mais de um ano, ainda era possível circular nas SCUT do norte sem pagar. A A29 e a A17 eram uma alternativa possível à A1, e permitiam uma poupança de quase 5 euros na portagem entre Lisboa e o Porto. Tal como essas, está anunciado que nas restantes SCUTs (A22, A23, A24, A25) sejam introduzidas portagens nos próximos dias…
Fugir às portagens é um exercício de poupança interessante. Faço-o muitas vezes quando vou ao Algarve, circulando pelo IC1, do qual poucos parecem gostar. A velocidade a 90 Km/h é quase constante, e há poucos limites de velocidade inferior. No conjunto consegue-se poupar actualmente 16 euros, saindo na Marateca e fazendo o resto do IC1. Se quiser evitar o troço inicial, habitualmente mais congestionado, pode sair em Grândola Sul, e aí a poupança será cerca de metade, consoante pode verificar no simulador da própria BRISA.
Evidentemente, não se poupa em termos de tempo. O percurso demora pelo menos mais uma hora, se em ambos os casos respeitar os limites. Se ainda vai para os lados de Albufeira ou Portimão, ainda sai beneficiado, mas para os lados do sotavento algarvio, as percas de tempo são maiores. A poupança de combustível também não é desprezível, em função da velocidade média mais baixa, sendo mais significativa em alturas de férias, quando os carros costumam ir mais carregados.
Fugir às portagens virtuais das SCUTs é outro exercício interessante. A Autohoje da semana passada traz um artigo muito interessante sobre as novas SCUTs , e quais os troços em que é possível circular sem pagar.

Autoclismo - Quanta água consome?


O consumo de água de um autoclismo é bastante relevante numa típica habitação portuguesa. Basta pensar quantas vezes descarregamos o autoclismo, para percebermos que muita água é aí desperdiçada.
Os nossos autoclismos possuem um sistema de dupla descarga, e estamos habituados a premir aquele que dá a descarga mais pequena. O consumo é de 3 litros por descarga, um valor que me parece adequado, dado existirem autoclismos com descargas várias vezes superior.
Ainda assim, há várias formas de reduzir o consumo de água na sanita. Uma velha técnica é meter dentro do autoclismo uma garrafa de plástico grande, cheia de água, mas certifique-se que não interferirá com o mecanismo de descarga, ou que não lhe cause problemas no futuro. Assim, em cada descarga, poupa-se o volume da garrafa que está submersa. Ajustar o mecanismo de descarga é igualmente outra forma de reduzir o consumo de água. Há ainda autoclismos manuais, que nos permitem regular a quantidade de água descarregada. Gosto muito destes sistemas, mas estão hoje em desuso. Melhor ainda são alguns sistemas que utilizam a água de lavagem das mãos.

Água desperdiçada antes do banho começar


Nas experiências de poupança de água, uma das contas mais importantes que esperava para fazer, era a da quantidade de água desperdiçada quando se espera pela água quente para iniciar a toma de banho. Sabia que era significativa, mas na falta de uma estratégia de aproveitamento, também não tinha vantagem psicológica em saber de quanto era o desperdício… Agora que há uma ideia de aproveitamento das floreiras para a próxima Primavera, resolvi fazer as contas!
A nossa casa não está propriamente optimizada neste aspecto. A canalização entre o esquentador e a torneira da banheira dista uns significativos 13 metros. Nestes dias frios de Inverno, é preciso ainda contar que a água que passa vai arrefecendo à medida que progride nos canos. O resultado é que só após 35 segundos é que se está preparado para iniciar o banho. Durante esta espera, o desperdício de água é de uns impressionantes 6 a 7 litros.
As contas são para o Inverno, porque no Verão não demora tanto. Nessa altura repetirei as contas. Entretanto, irei aperfeiçoando a forma e o destino a dar a esta água desperdiçada…

Poupar a lavar os dentes


A água potável é um bem escasso na Sociedade Moderna. Muitas vezes nem nos damos conta como desperdiçamos água! Poupar no consumo de água é poupar na nossa carteira, mas também poupar os recursos do Planeta, que não são infinitos.
O exemplo de hoje é relativo ao acto de lavar os dentes. Dantes, ao lavar os dentes, já tinha algum cuidado para não deixar a torneira de água a correr. Mas, ao bochechar, fazia uma concha com a mão, que depois levava à boca. Durante uma lavagem típica de dentes, esse gesto era repetido tipicamente quatro vezes, enquanto a água corria.
Agora, utilizo o tradicional copo, que meio cheio de água, serve para bochechar as mesmo quatro vezes. O copo meio cheio representa apenas 100 ml. Uma lavagem de dentes agora representa um total de 800 ml, conta os 3,5 litros anteriores. Considerando uma lavagem mínima, em casa, de 2 vezes por dia, 365 dias por ano, a poupança anual total será de quase 2000 litros!

Promoções - Nem sempre se ganha !!!


Todos nós já provavelmente nos sentimos enganados por promoções que não o são, ou por outras estratégias de Marketing que visam criar a ilusão de que estamos a poupar muito dinheiro! São exemplo disso o “pague 1, leve 2″, “+25% grátis”, ou outras. Neste artigo, demos ainda outro exemplo, bem conhecido dos clientes dos hipermercados Continente, e que consiste em descontos que acumulam em cartão de cliente.

Quando o Continente publicita 50% de desconto em cartão, na verdade o desconto do cliente tenderá a ser de 33,3%. As contas são fáceis, e com um exemplo percebem-se melhor: imagine que compra um produto por 100 euros, pagando os 100 euros, mas ficando neste caso, com 50 euros em cartão; da vez seguinte, volta ao Continente, compra mais 50 euros de compras, mas não paga nada. O que acontece no final é que comprou 150 euros de produtos, mas pagou 100 euros, um desconto efectivo de 1/3.
O exemplo referido de 50% aplica-se a outros exemplos, sejam de 25%, 10% ou outro. De uma forma geral, a poupança neste caso é de:
  • Poupança= valor * desconto / (valor + valor * desconto)
  • Poupança= valor * desconto /valor * (1 + desconto)
  • Poupança= desconto / (1 + desconto)
considerando que desconto=1/n
  • Poupança= (1/n) / (1 + (1/n))
  • Poupança= (1/n) / ((n + 1) / n)
  • Poupança= 1 / (n + 1)
Logo, as conversões das poupanças anunciadas para as poupanças efectivas são:
  • 100% (1/1) -> 50% (1/2)
  • 50% (1/2) -> 33,3% (1/3)
  • 33,3% (1/3) -> 25% (1/4)
  • 10% (1/10) -> 9.09% (1/11)
Logo, quanto maior a poupança anunciada, maior a diferença para a poupança efectiva. Não quer isto dizer que não as deve analisar, e porventura aproveitar!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Arejar a casa ....


Quando se fala de poupança em termos de aquecimento, é muito habitual fugir-se à questão de como arejar as nossas habitações. E este tema coloca-se essencialmente no Inverno, quando arejar significa quase sempre deixar entrar o ar frio! Em zonas com climas mais frios, é habitual o recurso a sistemas de permutação de calor, que visam justamente evitar essas perdas, mas esses sistemas são ainda bastante raros no nosso País.

Arejar as habitações é necessário por diversas razões, nomeadamente para extrair o ar viciado que resulta da respiração humana, retirar as humidades, ou mesmo os maus cheiros. A ventilação deve ser efectuada com cuidado, e muitas vezes podemos (ou necessitamos mesmo) recorrer a meios mecânicos de ventilação, como é o caso por exemplo dos exaustores das cozinhas. Estes meios mecânicos são muitas vezes preciosos na correcta orientação da corrente de ar que se forma. Assim, por exemplo, abrir-se a janela da casa de banho pode encaminhar eventualmente a humidade mais para dentro de casa, quando o objectivo é extraí-la… Idealmente, o ar deve sair para o exterior pelas divisões de serviço, nomeadamente a cozinha e casas de banho.

Neste artigo evidenciamos pois a importância do acto de arejar, em detrimento da preservação de calor. Porque é muito importante garantir a qualidade do ar na nossa habitação, sendo certo também que as eventuais poupanças de aquecimento, devidas ao não arejar, poderão não compensar uma pintura ou renovação da casa.

Detectar fugas de calor !!!


Temos falado aqui muito sobre como evitar as fugas de calor. Mas um pormenor importante é detectar essas fugas de calor! Quando a casa ainda não está bem calefetada, essa tarefa é inicialmente mais simples. Mas, à medida que vamos fechando essas fugas, a descoberta das restantes torna-se mais difícil…

É possível contratar serviços especializados, e realizar mesmo auditorias energéticas. Mas essas soluções têm normalmente um custo significativo. A estratégia seguinte foi a que eu utilizei para detectar muitas fugas de calor e entradas de ar frio, dentro da nossa casa.

O primeiro passo é despressurizar a casa, quando ela está totalmente fechada. Tal só é possível quando possui algum sistema de ventilação mecânico, como é o caso de ventoinhas de casas de banho, ou então um exaustor na cozinha. Eventualmente um aspirador também faz o serviço, mas não será fácil fazê-lo de forma eficiente em nossas casas, dado que é tipicamente necessário accioná-lo do exterior, e garantir que a passagem do tubo de aspiração está hermeticamente selada.

O passo seguinte é munir-se de um pau de incenso. Em todos os locais onde fugas de ar estejam a ocorrer, o fumo do incenso sofrerá uma orientação diferenciada. No caso de despressurização, tenderá a apanhar locais onde o ar exterior estará a entrar, pelo que o fumo tenderá a evidenciar esse facto! Procure nos vários locais prováveis, como as janelas e portas, mas também noutros locais mais exóticos, como a dos locais de entradas de canos, de cabos de antenas de televisão e cabos telefónicos, ares condicionados, e mesmo os buracos das fechaduras.

Fechar os estores para poupar na energia


Nas noites frias, o fecho dos estores é essencial. O fecho deve ser completo, para que se crie mais uma barreira térmica, funcionando o espaço entre a janela e os estores como uma autêntica caixa de ar. Os estores devem ser fechados logo que termine a exposição solar, e em que a ilumição exterior já não contribua para a iluminação interior. O mesmo se diz das cortinas, que incrivelmente também cortam as trocas de calor. A excepção será a da existência de radiadores por debaixo das janelas, e nesse caso, quando o radiador está ligado, as cortinas deverão estar abertas. De manhã, a estratégia pode ser mais complexa, se houver benefício da iluminação exterior. Em qualquer caso, o benefício térmico dos estores é apenas maximizado quando são completamente fechados.
Para evidenciar a forma como o fecho dos estores funciona como verdadeira caixa de ar, fizemos uma experiência simples. Numa das noites anteriores colocamos dois termómetros, um fora dos estores e outro entre os estores e as janelas. No gŕafico abaixo, a evolução da temperatura fora do estore está representada a azul, e entre os estores e a janela, a vermelho.



A temperatura junto à janela é sempre superior no gráfico, por estar mais recolhido, mas porque também beneficia da troca de calor entre o interior e o exterior. Quando os estores foram fechados, nota-se um aquecimento do espaço entre a janela e o estore. Tal resulta das percas de calor na janela, que vão aquecer esse espaço exterior. Quanto menor for esse aquecimento, melhor será o isolamento da janela.
Durante a noite evidencia-se uma grande estabilidade na variação da temperatura na “caixa de ar”. Na verdade, só momentaneamente a temperatura desce abaixo da temperatura aquando do fecho dos estores. Ao final da madrugada, a diferença de temperatures chega a atingir 3ºC! Quando finalmente se abrem os estores de manhã, a temperatura desce ligeiramente, mas volta a subir com a subida da temperatura exterior.

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