terça-feira, 3 de abril de 2012

Lavar a loiça na máquina ou à mão?


A máquina de lavar loiça é certamente um dos melhores electrodomésticos que conheço! Mas é também um dos electrodomésticos que mais energia consome em casa, quando utilizado regularmente. Por isso, fui investigar se pouparia alguma coisa em lavar a loiça a mão.

Por um lado, é evidente que há um consumo muito elevado de tempo a lavar a loiça à mão. Por outro, o consumo de energia eléctrica é reduzido, embora à noite pelo menos seja preciso ter a luz ligada. O consumo de água era uma incógnita para mim, porque é possível ser poupadinho na água, quando se lava manualmente.

As respostas para as minhas dúvidas surgiram com este estudo da Universidade de Bona. Eles analisaram estas variáveis para a loiça de 12 convivas. Para uma lavagem manual, consideradas 113 pessoas a lavar, o consumo foi de 103 litros de água, 2,5 kWh de energia e 79 minutos de tempo. Existe uma grande diversidade entre essas pessoas, sendo que a leitura do documento revela estratégias muito distintas. Não deve surpreender que as pessoas de Portugal e Espanha foram as que mais água e energia consumiram…

As máquinas de lavar loiça cilindraram na maioria dos parâmetros! Consumiram entre 15 e 22 litros de água, ou seja cinco vezes menos. O consumo de energia foi entre 1 e 2 kWh, abaixo da lavagem manual, mas acima das pessoas oriundas da Alemanha. E de uma forma geral, a percepção da qualidade da lavagem na máquina foi superior à da lavagem manual, com um consumo ligeiramente inferior na quantidade de detergente. O tempo foi superior na lavagem da máquina, mas como a máquina lava sozinha, a comparação não é similar.
No final, não há dúvidas de que não poupamos nada em lavar loiça à mão. E se puderem programar a lavagem à noite, em bi-horário, a poupança é ainda maior…

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Não coloque combustível nas auto-estradas


Apesar dos painéis que foram instalados nas auto-estradas, o preço dos combustíveis continua a ser bastante mais caro que nas localidades.



Tal como há dois anos, ainda hoje é habitual repararmos que os preços são quase sempre idênticos. Há algumas notáveis excepções, como a A25, onde a aproximação a Espanha torna os preços mais baratos… Porque será?

No dia de hoje, olhando para os preços praticados pela GALP, por exemplo, o litro do gasóleo é 3 cêntimos mais caro, e o litro de gasolina é 3,5 cêntimos mais caro. Se a isso somarmos o facto de não ter a promoção de desconto mútua com o Continente, que utilizo regularmente, é fácil perceberem porque nunca abasteço nas auto-estradas… Por isso, sempre que me desloco nas auto-estradas portuguesas, faço um adequado planeamento do abastecimento!

Quanto gasta de energia a powerbox?


Uma das ferramentas de poupança mais importantes para ter em casa é um aparelho de medição de consumo de electricidade. Com ele, há anos, comecei a descobrir quais os aparelhos que mais electricidade consomem cá em casa. É um aparelho que já se pagou várias vezes!
Uma das conclusões mais surpreendentes foi descobrir os consumos da box da Zon. A minha nem sequer é daquelas que fazem gravação, pelo que religiosamente a desligava, no comando, todos os dias! Imaginem a minha surpresa quando verifiquei que a box consumia tanto, quer ligada, quer em standby! Um consumo de 20Wh, quer estivesse ligada, quer em stand-by!
Na verdade, agora a box é desligada da corrente todos os dias à noite. Como só é ligada muitas vezes no dia seguinte, ao início da noite, a poupança é bastante substancial! Considerando que ela está desligada 20 horas por dia, a poupança diária de energia é de 20*20=400Wh, o que num mês de 30 dias significa uma poupança de 12KWh… Considerando o preço de KWh a 0,1326€ + IVA (no bi-horário, o preço médio será inferior), o potencial de poupança mensal é de 12 x 0,1326 x 1,23 = 1.96 euros.
Outros equipamentos do género parecem ter o mesmo problema, quer na Zon, quer noutros operadores. Aqui iremos dando novidades das nossas descobertas. Por isso, enquanto os operadores não disponibilizam boxes como deve ser, só há uma boa solução: desligar da ficha todos os dias!

É muito caro ter o dinheiro no banco?


Diariamente precisamos de dinheiro na nossa carteira e talvez um cartão de débito e outro de crédito.

Deixámos de usar os cheques, provavelmente porque os próprios banco tentam desencorajar-nos, garantindo que um pedaço de papel em branco tem data de validade mesmo por preencher.

A questão que se coloca é se durante um período de ameaça de falência constante vale mesmo a pena ter o dinheiro numa conta corrente.
As vantagens de manter algum dinheiro à ordem num banco podem ser vencidas pelo custo e pelo risco de numa corrida aos bancos ficarmos sem aquele dinheiro de uso e termos de recorrer a outro tipo de reservas.

Consultados alguns bancos, com um saldo médio anual de 1.000,00 € e de acordo com os preçários online nos sites do Millenniumbcp, Caixa Geral de Depósito e Banco Espírito Santo, só a comissão do banco pode rondar os 60,00€ por ano.

Um cofre de parede pode custar cerca de 20,00€ e as buchas químicas para o fixar à parede 21,00€.

domingo, 1 de abril de 2012

Colocação eficiente de radiadores permite poupança



A discussão da colocação dos radiadores, para efeitos de aquecimento, é um tema acalorado nos fóruns da especialidade. Há basicamente duas grandes opções: a colocação dos radiadores por baixo das janelas, ou então na parte oposta às janelas, numa parede interior. No nosso caso, os radiadores são inamovíveis, e por isso a melhoria da eficiência passa por outras técnicas. Mas para outros, o aquecimento faz-se com equipamentos portáteis, e nesses casos, esta análise pode ser particularmente interessante.



Na grande maioria das habitações, a escolha da colocação é por baixo das janelas. Há duas grandes razões, sendo que a primeira é de natureza funcional, dado que é um local da habitação onde normalmente não se vai colocar nada. Nesse sentido, não se ocupa potencial espaço valioso para colocar um móvel, por exemplo. A outra razão advém da experiência de países nórdicos, onde se constata que esta solução torna o espaço aquecido mais confortável ao reduzir as correntes de ar.
Na verdade, como o calor sobe, e o ar frio desce, a colocação de um radiador sob a janela “corta” a entrada de ar frio, não se verificando a ocorrência de correntes de ar derivadas do efeito de convexão. A colocação de um radiador numa parede interior, faz com que o ar quente suba nessa parede, e condense junto da parte mais fria da habitação, quase sempre a que tem a janela e parede exterior, fazendo com que o ar frio percorra a habitação entre essa parede/janela e o aquecedor, criando a tal corrente fria.
A colocação de um radiador na parede interior é mais interessante do ponto de vista calorífico, se a tal vertente do conforto for minimizada. O calor não se desperdiça tanto, pois quando colocado junto de uma parede externa, obviamente uma parte maior do calor é perdida em transferências pela parede/janela. A colocação numa parede interior retira ainda funcionalidade ao espaço, pelo que muitas vezes é colocado atrás das portas.
Na minha opinião, o factor fundamental que diferencia estas duas opções, está relacionado com os níveis de isolamento térmicos do espaço. Se este isolamento for bom, e as fugas de calor estiverem anuladas, então a colocação numa parede interior não criará diferenciais de temperatura substanciais, minimizando as correntes de ar frio. Noutros, e na maioria dos casos, se os radiadores estiverem por baixo das janelas, certifique-se que o calor não foge para onde não deve.
Da experiência cá de casa, o que observo é que a sala é de longe a habitação que aquece mais depressa, sendo a única onde o radiador está na parte oposta às janelas. Apesar dos radiadores do quarto terem a mesma dimensão, e dos quartos serem muito mais pequenos. Mas este é um tema onde a experiência dos leitores que têm radiadores portáteis pode ser muito interessante. Contem-nos essas experiências!

Automóvel - efeito estufa



Num artigo anterior havíamos observado a importância de deixar, tanto quanto possível, os carros ao sol, no Inverno. Num dos dias anteriores fizemos a experiência: quanto atingiria a temperatura do interior do carro, deixado ao Sol? Para isso deixamos dois termómetros no carro: o primeiro dentro do habitáculo e o segundo na mala. No primeiro caso, o termómetro foi deixado por baixo do assento, para não sofrer o impacto directo dos raios solares, mas também por razões de segurança… Sabendo que o frio desce e o calor sobe, é provável que esta experiência reflictisse portanto a temperatura dos pés!

Na imagem abaixo, a vermelho está representada a temperatura no habitáculo, enquanto a azul está representada a temperatura da mala. O gráfico começa com o início da incidência da luz solar no veículo, pouco depois de ele ter sido estacionado. No interior do habitáculo, a temperatura foi subindo com a incidência dos raios solares, até pouco depois das 13:00, quando o Sol deixou de incidir directamente sobre o veículo. Dai para a frente, a descida de temperaturas foi acentuada, até atingir ao final da tarde praticamente a mesma temperatura da mala.



Segundo os registos meteorológicos de Lisboa desse dia, a evolução das temperaturas subiu dos 10ºC pelas 09:00 da manhã, até atingir um máximo de 16º pelas 14:00, como se pode ver na imagem no fundo do artigo. Note-se que a variação da temperatura da mala segue sensivelmente a variação da temperatura exterior, com excepção do seu início, dada a influência da viagem anterior, e possivelmente da permanência em garagem na noite anterior.

Ainda assim, fiquei surpreendido com a perda de calor registada no veículo durante a tarde. Parte dessa explicação poderá estar no facto do termómetro estar por debaixo do assento. Em próximas oportunidades, procurarei perceber como manter o veículo mais quente, até mais tarde…

Como poupar no metropolitano



Todos os anos (e em alguns, várias vezes ao ano), os transportes públicos aumentam. Com a mudança de vários operadores para bilhetes electrónicos recarregáveis, passou a ser possível lidar com os aumentos de transporte como uma conta de poupança a médio-prazo. Esta estratégia de poupança apenas se aplica a despesas de passes e bilhetes que já iriam ser feitas.
A forma de poupar consiste em ir às máquinas e fazer o máximo de recarregamentos possíveis para os próximos meses antes do aumento dos preços. Como exemplo, para os utilizadores do Metro de Lisboa com o passe ML30, o retorno em 2012 será de mais de 21%. Boa poupança.

Como controlar as fugas de água e gás



Aqui há uns tempos tivemos um problema de fuga de água na sanita. O mecanismo de carga tinha uma pequena ruptura, o que causava um fluxo constante de água, embora pequeno. Nesse caso detectamos o problema porque a água corria para dentro da sanita, sendo visível no seu fundo a movimentação de água. Mais recentemente, a torneira da banheira começou também a ter uma pequena fuga.

Nestes casos, foi possível detectar e corrigir os problemas. Todavia, em alguns casos assim pode não acontecer, ou porventura passarem despercebidos. Assim sendo, agora utilizo um método que me permite verificar se há fugas de água e gás: registar os valores dos respectivos contadores durante uma ausência mais prolongada.

Curiosamente, a resolução (e espero que também precisão) dos contadores de água e gás cá de casa é relativamente melhor do que esperava. Em termos de água, a resolução é de 0,2 litros, enquanto em termos de gás é de um litro. Para além de detectar possivelmente fugas (ainda não detectei nenhuma por esta via), também permite monitorizar o consumo de água e gás cá em casa.

Evitar desgaste no estacionamento em cima de passeios



Ao contrário do que julgava, a forma mais correcta de subir passeios, quando absolutamente necessário, é fazê-lo segundo um ângulo de 45º, mas sempre devagar. No caso de se subir num ângulo recto, tal pode provocar danos ao ombro do pneu e à estrutura interna do pneu.
Subir passeios causa igualmente problemas em termos de alinhamento da direcção. O mesmo acontece quando estacionamos e raspamos contra o bordo dos passeios. E o desalinhamento da direcção traz consigo vários problemas, notavelmente um maior desgaste, não uniforme, do pneu. Mas a segurança e capacidade de manobrabilidade do veículo será igualmente afectada.
Obviamente, há igualmente impacto nos amortecedores, tal como quando se passa sobre buracos ou se circula em pavimentos irregulares. Por isso, há que evitar subir passeios a todo o custo…

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