O sonho de uma geração de brasileiros vai virar realidade: o Brasil vai sediar uma Copa do Mundo. O episódio abre espaços para críticas positivas e negativas. Há quem diga que não passa de um gasto desnecessário para ludibriar o povo. Errado. Discurso de quem não possui o mínimo conhecimento sobre o esporte e acredita que os cidadãos são apenas caixas vazias que recebem comandos dos poderosos. Há também os que pensam que a Copa do Mundo fará o país evoluir. Talvez. A única certeza é que rios de dinheiro público são gastos sem serem explicados. O pior? No fim, a maioria dos estádios serão entregues a empresas privadas. Porque não torná-lo privado desde os gastos com a construção? Enfim, assunto para outro dia e outra coluna. O Top 3 da semana é sobre os estádios mais caros para 2014.
3º Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília)
Orçado inicialmente em R$702 milhões, o estádio da capital federal alcançou o valor de R$812,2 milhões em abril de 2012. A obra é realizada com um contrato público pela construtora Consórcio Brasília 2014, entre Via Engenharia e Andrade Gutierrez. O projeto do escritório de arquitetura Castro Mello vai aumentar a capacidade do estádio para 71 mil e 400 pessoas.
| Obras da Copa são superfaturadas a cada dia |
3º Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília)
Orçado inicialmente em R$702 milhões, o estádio da capital federal alcançou o valor de R$812,2 milhões em abril de 2012. A obra é realizada com um contrato público pela construtora Consórcio Brasília 2014, entre Via Engenharia e Andrade Gutierrez. O projeto do escritório de arquitetura Castro Mello vai aumentar a capacidade do estádio para 71 mil e 400 pessoas.
Brasília também foi eleita uma das cidades-sedes da Copa das Confederações, que acontecerá no ano que vem. O Mané Garrincha está com 84% da obra concluída e tem previsão de entrega para fevereiro de 2013. O estádio vai receber sete partidas da Copa do Mundo. A curiosidade fica por parte do possível custo que pode alcançar. Se calcula mais de R$ 800 milhões com o desconto de impostos federais que ainda não foram concedidos. Se houver recusa, a obra pode custar cerca de R$ 1 bilhão.
2º Itaquerão (São Paulo)
O estádio paulista para a Copa do Mundo se destaca por ser um marco para um dos gigantes da terra da garoa. Ele será a nova casa do Corinthians. Por enquanto, mantém a expectativa inicial de R$820 milhões, mas a construtora Odebrecht já se prepara para R$890 milhões. Estes valores foram estipulados depois que a Fifa rejeitou o Morumbi. Antes de ser escolhido estádio de Copa, o Itaquerão era orçado em R$355 milhões.
Apesar do contrato privado, R$400 milhões serão financiados por empréstimos do BNDES, que serão pagos pelo Timão e pela construtora futuramente. O restante é pago através de Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento emitidos pela Prefeitura de São Paulo. O estádio de Itaquera vai receber seis partidas da Copa do Mundo, com uma capacidade para 48 mil pessoas. As obras estão 58% concluídas e têm previsão de entrega para dezembro do ano que vem, o que tirou as chances de São Paulo também sediar a Copa das Confederações.
1º Maracanã (Rio de Janeiro)
Um dos estádios mais famosos do mundo sofre com as críticas. Jornalistas, cidadãos e personalidades consideram que o Maraca está extinto, o que se levanta a cada dia na zona norte do Rio é outra coisa. Sendo ele ou não, vale muita grana. Com um orçamento inicial de R$705 milhões, os custos já podem chegar a R$860 milhões. Mas, passa por situação parecida a do Estádio Mané Garrincha. Para não ultrapassar a marca de R$1 bilhão, espera contar com descontos de impostos federais. O estádio está 80% concluído e tinha previsão de ser entregue em dezembro de 2012, mas parece que a entrega vai ser adiada.
O estádio será palco de sete jogos da Copa, incluindo a final. O Projeto da empresa pública Emop (Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro), compreende a redução da capacidade a 76 mil lugares, reconstrução da arquibancada inferior, geometria oval, para melhorar a curva de visibilidade e 108 camarotes. O estádio carioca já passou pela Delta, que foi descartada depois do escândalo de Carlinhos Cachoeira, e agora é dividido pela Odebrecht e Andrade Gutierrez.













































