quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Quem eram os Piratas?












Brutamontes sanguinários ou nobres elegantes? Bandidos violentos ou homens que lutavam por sua liberdade? Bêbados inconsequentes ou estrategistas brilhantes? Quem eram e como viviam os homens que dominaram os mares nos séculos de ouro da navegação européia?


Bêbado, o velho capitão acordou de repente. Os pêlos compridos da barba se agarravam às três argolas de ouro que lhe ornamentavam a orelha. Exalava um cheiro horrível, resultado do esvaziamento de algumas garrafas de rum na noite anterior. Passou pelo convés e viu o prisioneiro esticado no mastro. Quase morto. Havia uma faca pregada à perna do homem e o capitão se irritou. “Quem foi o imbecil que abandonou sua arma?”, gritou. Ninguém respondeu. O capitão foi até o coitado e retirou-lhe a faca. Viu, pela cor das fitas amarradas no cabo, que ela pertencia ao rapaz novato. “Idiota!”, gritou novamente. E, chamando o mestre quarteleiro, avisou: “Vamos parar na próxima ilha. Prepare uma pistola com uma só bala”.
O personagem dessa história pode ter sido qualquer um dos milhares de piratas que infestaram os mares durante os séculos 16, 17 e 18, a época de ouro da navegação européia. Ao tentar imaginá-lo, é provável que você o veja de tamanco holandês, calças largas marroquinas, turbante inglês e o peito nu ressaltando as várias correntes de ouro, moda das colônias americanas. A imagem que fazemos dos piratas é uma mistura de nacionalidades. Mas foram os piratas ingleses que eternizaram seus nomes e se tornaram famosos até os dias de hoje. Afinal, a maior parte dos registros que temos da vida desses homens se deve aos relatos dos julgamentos ocorridos na Inglaterra no século 18. “As histórias viravam livros, a internet daquele tempo. Só no ano em que foi publicado, 1724, Uma História Geral de Roubos e Crimes de Piratas Famosos vendeu 1 milhão de cópias”, diz o jornalista Eduardo San Martin, tradutor da obra no Brasil e pesquisador do assunto.
O livro, assinado por um certo capitão Charles Johnson, tem autor desconhecido e, como quase toda obra da época, mistura episódios reais com detalhes imaginários. Ainda assim, ele influencia quase tudo o que foi escrito sobre o assunto. “Isso faz com que seja difícil definir o que é real e o que é ficção. A maior parte do que sabemos da vida dos piratas é o que se conta”, afirma San Martin. E o que se conta é o seguinte.
No século 16, o mundo foi dividido ao meio pelo Tratado de Tordesilhas. “Portugal e Espanha se tornaram os donos da Terra, literalmente”, diz a historiadora Sheila Maria Doula, da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, autora da tese Piratas: Discursos e Silêncios. Mas o mar não tinha dono e, para pilhar as riquezas portuguesas e espanholas, os reis da França, Inglaterra e Holanda armavam poderosos navios e colocavam-nos nas mãos de capitães experientes. Eles recebiam uma Carta de Corso autorizando os ataques.
“Nos últimos anos, os corsários são tão numerosos e assíduos que chega a parecer que esses são os portos de seus próprios países”, escreveu Diego de Ybarra, governador da ilha espanhola de Santo Domingo, em 1595. Ele tinha razão em reclamar. Em nenhum outro lugar a presença dos piratas reais foi tão efetiva quanto no Caribe. “Locais como a Jamaica se tornaram dependentes dos corsários, tanto para o comércio quanto para sua segurança”, diz Edward Lucie-Smith em Outcasts of the Sea (“Banidos do Mar”, inédito em português).
Suas conquistas eram de causar inveja a qualquer marinha oficial. Em 1671, 37 navios liderados pelo capitão galês Henry Morgan tomaram e destruíram a antiga cidade do Panamá, considerada o local mais rico do Novo Mundo, com 30 mil habitantes.
Com tamanho poder acumulado, os piratas passaram a ser uma força naval tão importante que para atacar a cidade espanhola de Cartagena, em 1697, o capitão francês Baron du Pointis pediu ajuda a Jean Ducasse, um famoso corsário que vivia no Caribe. O assalto foi um sucesso e Du Pointis voltou para a França com 7 milhões de francos em ouro, prata e esmeraldas.
Mas nem toda riqueza confiscada acabava na mão dos financiadores das expedições. Uma vez no mar, os corsários começaram a não ver sentido em arriscar suas vidas para financiar os luxos de reis e rainhas. Assim, passaram a atacar qualquer navio cuja carga lhes parecesse rentável.
Em 1713, o Tratado de Utrecht colocou fim às guerras entre as potências européias e a história da pirataria tomou novo rumo. “O século 18 é a época dos piratas bandoleiros. Como a Europa não estava mais em guerra, acaba a pirataria oficial”, diz San Martin. Acostumados à vida no mar e às fortunas fáceis e sem emprego no continente, os marinheiros – antes corsários – continuam roubando e se convertem, definitivamente, em piratas.
Sem o apoio bélico real, a vida dos piratas dessa fase é bem menos glamourosa do que imaginamos. A estratégia de combate dos piratas não era nada genial. Tratava-se de enganar o navio inimigo hasteando uma bandeira falsa ou fingindo estar à deriva. Quando o barco desavisado se aproximava, os homens pulavam para lá e partiam para o combate corpo a corpo. A possibilidade de ser morto ou acabar mutilado pelas espadas alheias era grande. O navio inimigo era tomado e muitas vezes somado à frota pirata. Um capitão de sucesso poderia ter até 15 barcos sob seu comando. Apesar do risco, esses momentos eram saudados aos berros pelos bandidos. Eles adoravam lutar. Até porque, entre uma ação e outra, a vida a bordo era um tédio. Depois do butim dividido em partes iguais (a máxima pirata dizia que, para riscos iguais, recompensas iguais), o que restava era a expectativa de chegar ao porto mais próximo para gastar sua parte. “Eles jogavam dados, bebiam e acabavam brigando entre si”, escreveu Eduardo San Martin, no livro Terra à Vista – Histórias de Náufragos na Era do Descobrimento.
A falta de suprimentos também fazia a vida no mar bastante difícil. Segundo o relato atribuído ao ex-pirata Charles Johnson, “cada homem tinha direito a apenas uma boca cheia de água por dia. Muitos acabavam bebendo a própria urina”.
Por tudo isso, quando chegavam em terra firme, as tripulações faziam a festa: esbanjavam o dinheiro que ganhavam nos mares com bebidas, jogos e mulheres. Algumas ilhas do Caribe e das Índias Ocidentais se transformaram em redutos quase exclusivos de piratas. Bares, estalagens, prostíbulos, casas de ofícios (que consertavam relógios, bússolas ou armas) e uma série de estabelecimentos eram atraídos para lá. No entanto, as paradas costumavam durar pouco, apenas o tempo de se abastecer de água fresca, fazer pequenos consertos, comprar alguma pólvora, madeira e alimentos.
Esse estilo de vida errante e violento permitiu que os navios piratas continuassem nos mares apesar de todo o esforço das nações européias para acabar com eles. É verdade que a pirataria começou a declinar a partir da segunda metade do século 18 – o historiador Marcus Rediker estima que, dos aproximadamente 5 mil homens que viviam da vida criminosa em alto-mar nos séculos 16 e 17, restaram apenas 300 deles a partir de 1726. Mas foi só em 1856 que a Declaração de Paris estabeleceu regras definitivas para as relações marítimas, colocando um fim oficial na atividade corsária e transformando em crime qualquer roubo ou saque em alto-mar.

Brasil, terra de piratas

Desde os primeiros tempos da colonização, a costa brasileira foi infestada por piratas: aventureiros que vinham saquear as cidades em busca de pau-brasil, pimenta, algodão, raízes e escravos indígenas. Mas foram dois corsários – marinheiros patrocinados pela Coroa de seus países – que fizeram história por aqui: o inglês Thomas Cavendish e o francês René Duguay-Trouin. Cavendish chegou a Santos com três navios e despejou na praia bandos de homens armados e com um objetivo: destruir tudo e matar a todos que encontrassem pelo caminho. O ataque tão ofensivo não seria necessário se Cavendish soubesse que, no Brasil, o calendário da reforma gregoriana já havia sido adotado. Por aqui, era noite de Natal e quase toda a população se encontrava na igreja, rezando. Para os ingleses, ainda era dia 15 de dezembro. O descompasso nas datas facilitou a ação dos invasores. Thomas Cavendish ficou por aqui durante dois meses, roubando, saqueando e destruindo tudo o que via pela frente, de Santos a São Vicente. No dia 12 de setembro de 1711, foi a vez do Rio de Janeiro. Dezoito navios da esquadra de René Duguay foram encobertos por uma neblina espessa e fizeram uma entrada triunfal no porto da cidade. Duguay não precisou tomar medidas agressivas. Moradores e autoridades preferiram colaborar com as exigências do capitão a perder suas vidas. Duguay permaneceu no Rio de Janeiro por 61 dias, até que o resgate – em ouro, açúcar e gado – fosse pago.

Galeria
Aventuras e piratas queficaram na história
Edward Teach, o Barbanegra
A imensa porção de pêlos que ocupava a face do inglês Edward Teach não é o único motivo pelo qual ele ficou conhecido como Barbanegra. A fama se espalhou porque, durante os assaltos a navios inimigos, Teach acendia fósforos e pavios na ponta dos cabelos. Seu rosto, iluminado pelas chamas, aparecia como uma imagem demoníaca que ficava para sempre cravada na memória dos inimigos. Barbanegra espalhou o terror pelos mares no início do século I8. Atirava em homens de sua própria tripulação apenas “para que se lembrassem dele”. Sabia que um pirata não é reconhecido apenas pelos seus feitos, mas também pela crueldade que emprega neles. Astuto, tratava de ficar amigo não de marinheiros ou piratas, mas das autoridades dos lugares por onde passava. Dava-lhes presentes ou comissões pelos produtos saqueados, envolvendo-os num sedutor esquema de corrupção. Foi assim, por exemplo, que o governador da Carolina do Norte, Charles Eden, lhe presenteou com um navio quando Teach estava prestes a perder a autorização para navegar. Eden ainda deu-lhe provisões e o casou com uma garota de 16 anos – sua 14a esposa. Enviado em busca de Teach, o tenente da marinha britânica Robert Maynard alcançou-o em alto-mar em 1718. No combate, acertou Barbanegra com um tiro no peito. Ordenou que a cabeça do famoso pirata fosse cortada e colocada na ponta da proa do navio, para servir como exemplo aos navios que encontrasse no trajeto de volta à Inglaterra.
Capitão Kidd
Se pudéssemos escolher um só homem para representar todos os piratas, esse seria William Kidd. Os relatos da vida do ex-comandante da Marinha inglesa que se tornou pirata em alto-mar, que podia ser cruel ou gentil, bárbaro ou nobre, justo ou traiçoeiro, deram origem à maior parte dos mitos sobre a pirataria. Kidd saiu ao mar em 1696, autorizado a atacar navios franceses e embarcações piratas. Esses, no entanto, conhecedores da fama de Kidd, se retiraram das rotas do capitão. Durante semanas, a frota navegou sem encontrar um só alvo. Em compensação, cruzavam navios de nações aliadas que vinham das Índias carregados de riquezas. Cansado do tédio de buscar em vão, interessado nas cargas que via passar e com medo de voltar à Inglaterra de mãos abanando (e ficar tachado como capitão de má sorte), William Kidd decidiu se converter à pirataria. Não teve problemas em saquear navios e encher seus porões com ouro, prata, bebidas e pólvora. Bem educado, usava a bandeira francesa para se aproximar dos navios de nações amigas e ser convidado a subir à embarcação. Fingindo-se de amigos, os homens de sua tripulação iam ao convés e, quando o anfitrião menos esperava, sacavam pistolas tomando todos como reféns. Excelente estrategista, conseguia escapar de batalhas que duravam até seis horas, mesmo quando o navio inimigo era mais equipado. Capturado em 1699 e julgado em 1701, Kidd foi enforcado e seu corpo ficou pendurado no porto de Londres durante meses, até ser completamente devorado pelos pássaros. As histórias que contavam dele levavam a uma conclusão: o capitão Kidd tinha que ser o homem mais rico de toda a Inglaterra. No entanto, nenhum dinheiro foi encontrado em suas embarcações e os ingleses passaram a acreditar que toda a fortuna devia estar enterrada nas ilhas do Caribe. Nascia aí a lenda dos tesouros escondidos.
Mulheres apaixonadas
O mar era um lugar para homens. Nem Mary Read nem Anne Bonn duvidavam disso. Elas sabiam que revelar seu verdadeiro sexo, além de perigoso, seria inaceitável para os outros marinheiros. Assim, viviam disfarçadas de homem e, por serem exímias combatentes, não levantavam suspeitas. Anne Bonn entrou para a pirataria porque se apaixonou por um pirata, Johnny Rackham. Já Mary chegou a servir ao exército e só decidiu virar pirata porque se apaixonou por um pintor que tinha sido integrado à força num navio. Acabou grávida dele. Anne também estava grávida quando foi capturada e, por isso, as duas tiveram a execução adiada. Mary acabou morrendo na prisão e o destino de Anne é ainda hoje desconhecido. O que se sabe é que ela não chegou a ser enforcada

1. Bartholomew Roberts
Era um honesto marinheiro inglês que se converteu à pirataria quando seu navio foi capturado. Ficou famoso por seu contrato de direitos e deveres, que deveria ser assinado por todos os homens da tripulação

2. Edward Low
Cresceu como trombadinha no porto de Westminster, na Inglaterra. Mais tarde, trocou as ruas pelos mares do novo mundo. Ficou conhecido pela maneira sanguinária e pelas torturas que impunha a prisioneiros

3. Francis Drake
O corsário inglês foi o autor de um dos maiores atos de pirataria de todos os tempos: em 1575, cruzou o estreito de Magalhães assaltando todos os portos até o Panamá. Foi condecorado como Sir Francis Drake

4. Henry Morgan
Durante o século 17, atacou cidades espanholas, onde torturava prisioneiros e membros do clero. Tornou-se governador da Jamaica

5. Richard Hawkins
A ambição de Richard, filho do também pirata John Hawkins, era dar a volta ao mundo numa expedição que incluísse pirataria e saques. Em 1603, após dez anos no mar, tornou-se oficial da Marinha inglesa

6. JeanFrancois du Clerc
O corsário francês que em 1710 atacou Santos e fracassou na tentativa de tomar o Rio de Janeiro, foi assassinado pelas autoridades no Brasil e enterrado na igreja da Candelária

7. Rock o brasileiro
O pirata holandês ganhou o apelido por ter vivido no Brasil, durante a ocupação holandesa. Violento, chegou a assar vivas uma dezena de pessoas só por não saberem lhe dizer onde roubar porcos

8. Henry Avery
Virou rei depois de se casar com a filha do soberano mongol, capturada por seu bando num navio indiano. Patrocinava navios piratas que deviam lhe pagar parte da carga roubada

Arte de roubar

O século 18 foi a época deouro da pirataria. Mas os ataquespiratas muito mais antigos
1400 a.C.
O mar Mediterrâneo já era palco de ataques a navios fenícios
500 a.C
Os gregos se juntam aos bárbaros que moravam ao longo da costa para saquear navios e cidades
Século 2
Na Ásia, com o fim da dinastia Han, a pirataria se intensifica. Só no século 15 a dinastia Ming consegue controlá-la
Século 9
Navios mouros ocupam a costa da Espanha e África, saqueando portos e navios
Século 13
Como o comércio, a pirataria se intensifica
Século 16
Os navios espanhóis, carregados de riquezas do Novo Mundo, tornam-se alvo de corsários – marinheiros contratados por outras potências européias. O comércio entre Europa e Ásia também estimula a pirataria
Século 17
Os piratas bárbaros do Mediterrâneo começam a declinar. Ilhas pouco povoadas, como Port Royal, na Jamaica, Madagascar, na costa leste da África, e New Providence, nas Bahamas, viram um paraíso para piratas
Século 18
O governo inglês decide perdoar os piratas, mas suas atividades não diminuem. Afinal, aqueles homens acostumados às guerras não encontram trabalho no continente e acabam voltando ao mar
Século 19
No começo do século, com as guerras de Napoleão, a pirataria vive uma nova época de ouro. Mas, a partir da segunda metade do século, as perseguições a piratas se intensificam e a atividade começa a declinar. Da vida no mar, esses homens passam para as páginas da literatura

Vida no mar
Muito do que se imagina sobre eles é pura invenção
1. Prancha
Que fim seria mais cruel do que caminhar para a própria morte? A idéia de que piratas faziam seus prisioneiros caminharem sobre a prancha, a fim de se afogarem em alto-mar, foi eternizada por uma ilustração do americano Howard Pyle. Mas a prancha era, na verdade, utilizada para jogar os corpos dos mortos no mar

2. Olho de vidro e perna de pau
Sem médicos ou remédios, era comum ferimentos infeccionados acabarem em amputações. Pernas de pau eram comuns porque sempre havia um carpinteiro a bordo. De ganchos e olhos de vidro, no entanto, não se tem notícias. O tapa-olho também era comum

3. Ouro escondido
O mito nasceu com o capitão Kidd e se espalhou. Como os relatos dos ataques piratas envolviam sempre muito dinheiro – que nunca era recuperado –, dizia-se que eles eram enterrados. “É improvável que eles poupassem alguma coisa. Em geral, gastavam tudo no primeiro porto”, diz San Martin
4. Tatoos e brincos
Eram comuns entre os marinheiros. Os desenhos pelo corpo serviam para marcar grandes feitos ou nomes de namoradas. Os brincos eram colocados na orelha cada vez que se atravessava o cabo da Boa Esperança ou o estreito de Magalhães. Também serviam como amuleto

5. Papagaiada
Foi por causa do pirata Long John Silver, personagem de Stevenson na obra Ilha do Tesouro, que a lenda do papagaio sobre os ombros se espalhou. É pouco provável que qualquer animal de estimação escapasse da fome dos marinheiros, quando nada que pudesse ser comido escaparia da panela

7 bons motivos para acreditar que existe vida em outros planetas



Nós não temos evidências diretas (ainda) de que há vida em outros planetas, luas ou no espaço interestelar. De qualquer jeito, existem algumas razões que nos fazem acreditar que um dia descobriremos algo, talvez até no nosso sistema solar. Eis sete motivos que fazem cientistas acreditarem que a vida está lá fora, apenas esperando para nos encontrar. Talvez não sejam seres verdes em discos prateados, mas serão aliens.


1. Extremófilos na Terra

Uma das grandes questões é se a vida poderia evoluir e sobreviver em um mundo radicalmente diferente da Terra. A resposta parece que é “sim”, se você considerar que até a Terra abriga extremófilos, ou organismos que conseguem viver em situações extremas de calor, frio, veneno (ao menos para nós), e até no vácuo. Já encontramos criaturas que conseguem viver sem oxigênio ao retor de aberturas vulcânicas extremamente quentes no fundo do oceano, assim como encontramos vida nas piscinas de água salobra nos Andes, e também em lagos congelados no Ártico. Existem até pequenas criaturas chamadas tardígradas que conseguem sobreviver no vácuo do espaço. Então temos evidências diretas de que a vida pode prosperar em atmosferas diferentes da Terra. Em outras palavras, sabemos que a vida pode sobreviver em condições que já vimos em planetas e luas. Só que ainda não encontramos nenhuma delas.


2. Evidência de precursores químicos da vida em outros planetas e luas

A vida na Terra provavelmente evoluiu de reações químicas que formaram membranas celulares e proto-DNA. Mas essas reações químicas podem ter começado com compostos orgânicos complexos – como ácidos nucleicos, proteínas, carboidratos e lipídios – na atmosfera e no oceano. Há evidência que esses “precursores da vida” existiram em outros mundos também. A lua Titã, de Saturno, tem alguns deles em sua atmosfera, e astrônomos já encontraram eles na Nebulosa de Órion. De novo, nós não encontramos a vida, mas encontramos os ingredientes que muitos cientistas acreditam que contribuíram para o desenvolvimento da vida na Terra. Se esses ingredientes são comuns pelo universo, então é provável que a vida tenha se desenvolvido em outros lugares além do nosso planeta.

3. Expansão rápida do número de planetas parecidos com a Terra

Na última década, caçadores de planetas encontraram centenas de exoplanetas, muitos deles gigantes gasosos como Júpiter. Mas novas técnicas de detecção de planetas permitiram encontrar mundos menores e rochosos como a Terra. Muitos estão até nas “Zonas habitáveis” ao redor de suas estrelas, o que significa que eles orbitam a uma distância que poderia produzir temperaturas similares às da Terra. Considerando o quão comum são exoplanetas além do nosso sistema solar, parece provável que algum deles seja lar de algum tipo de vida.

4. Grande diversidade e tenacidade da vida na Terra

Não apenas a vida evoluiu na Terra sob condições extremamente difíceis, mas de algum jeito ela conseguiu sobreviver a megavulcões, quedas de meteoritos, eras do gelo, secas, acidificação do oceano, e transformações radicais na atmosfera. Nós também encontramos uma diversidade incrível de vida no nosso planeta em um período relativamente curto de tempo. A vida é muito tenaz. Por que ela não conseguiria prosperar em uma das luas de Saturno, ou em outro sistema estelar?

5. Mistérios sobre como a vida surgiu na Terra

Apesar de existirem teorias de como a vida se originou na Terra, envolvendo moléculas complexas de carbono que mencionei antes, há um grande mistério sobre como esses produtos químicos se juntaram para formar membranas frágeis que acabaram se tornando células. Esse mistério tem se aprofundado quanto mais a gente sabe sobre como incrivelmente hostil era o ambiente na Terra quando a vida evoluiu – a atmosfera era cheia de metano, e a superfície do planeta estava cheia de lava. Uma teoria comum é que a vida unicelular simplesmente evoluiu em algum outro lugar – talvez Marte – e chegou na Terra dentro de meteoritos. Esta teoria é chamada Panspermia e sugere que a vida na Terra foi originada a partir da vida em outros lugares.

6. Evidências crescentes de que oceanos e lagos são comuns, ao menos no nosso sistema solar

A vida na Terra se originou no oceano, então pode ser que esse seja o caso em outros mundos. Agora temos evidências fortes de que a água já fluiu livremente em Marte, e a lua Titã de Saturno tem mares de metano assim como rios em sua superfície. A lua Europa, de Júpiter, é uma das que pode ter um oceano enorme aquecido pelo seu núcleo e coberto por uma pequena camada de gelo. Algum desses mundos pode ter tido vida em algum momento, ou até mesmo atualmente.

7. Teoria da Evolução

As pessoas com frequência usam o Paradoxo de Fermi para explicar por que nunca vamos encontrar vida inteligente no universo. Do outro lado está a teoria da evolução, que sugere que a vida se adapta aos ambientes. Apesar de que Darwin e seus contemporâneos não deviam pensar em vida em exoplanetas quando pensaram na teoria da evolução, ela sugere que onde pode ter vida, ela existirá. E se você considerar que o universo não é formado apenas de planetas, mas também de sistemas solares e espaço interestelar, uma interpretação da teoria da evolução pode sugerir que a vida pode se adaptar a outros lugares também. Nós podemos um dia encontrar criaturas que evoluíram de forma que nem imaginamos que seja possível – ou podemos nos tornar aquelas criaturas.

10 lugares misteriosos da Terra



















Lugares misteriosos podem ser encontrados em todo o mundo. Enquanto praticamente todos nós já tentamos entrar em uma casa mal assombrada durante um desafio de infância, essa lista trata de 10 lugares especialmente assustadores, seja por causa de sua aparência, seja por causa de sua associação com histórias nada alegres. Confira:


1 – PÂNTANO DE MANCHAC
Fantasmas, sepulturas em massa, jacarés, e árvores com aparências assustadoras decoram este pântano horrível em Louisiana, nos EUA.
As fotos resumem a reputação assombrada do local. Em 1915, Julia Brown previu o dia de sua morte ao cantar uma canção que dizia “Quando eu morrer vou levar toda a cidade comigo”. O funeral de Julia foi destruído quando um vento e uma tempestade carregaram centenas de pessoas até uma terrível morte nas profundezas do pântano de Manchac. Quem passa por lá diz ouvir os gritos das vitimas. Aparições também são comuns.
E ser assustador não é novidade para o local. Séculos atrás, o Pântano da Louisiana era o ponto predileto para práticas vudu. Relatos sobre zumbis que vagavam pelo pântano e rituais de sacrifícios humanos feitos pelos senhores de fazendas para manter sua prosperidade eram comuns. Dizem ainda que o pântano foi o lar de uma rainha-bruxa.
Se você é um cético de carteirinha, vai ficar feliz em saber que, pelo que podemos provar, só tem crocodilos em Manchac – o que já é suficiente para nos manter longe de lá. Se você é dos curiosos, no entanto, existem excursões com tochas à meia-noite pelo pântano. Cenas do filme A Colheita do Mal foram gravadas no local, o que o torna um bom destino turístico no quesito “terror”.

2 – MANICÔMIO CANE HILL
Cane Hill era um asilo em Croydon, nos arredores de Londres, em funcionamento até 1991, quando todo mundo simplesmente deixou o local. Alguns dos internados foram transferidos para outras facilidades, mas o hospital e grande parte de sua aparelhagem médica ainda permanece no prédio abandonado original.
Construído em plena Era Vitoriana (e, portanto, um ótimo material para histórias de terror), o imenso complexo formado por um enorme hospital, asilo psiquiátrico e prédios que serviam como alojamento para os pacientes chegou a abrigar mais de 2.000 mil internos em seu período de ouro. Quando as atividades se encerraram, o lugar lentamente se converteu em uma ruína.
Ainda hoje, no entanto, atrai curiosos interessados em explorar seus corredores e vasculhar os aposentos que um dia foram ocupados por “loucos”. Claro que todo o tipo de lenda cerca essas excursões.

3 – RUÍNAS DE BHANGARH
Bhangarh é uma cidade abandonada que fica em Rajastão, na Índia. Ela foi criada para um príncipe como um memorial em homenagem aos seus esforços de guerra. É amplamente considerado o lugar mais assombrado do país.
Erguida em 1573, foi abandonada em 1783 devido a uma suposta maldição. O lugar é tão assombrado que é ilegal entrar lá depois do pôr do sol ou antes do nascer do sol.
Segundo a lenda, a cidade de Bhangarh foi amaldiçoada pelo guru Balu Nath, que disse que “O momento em que as sombras de seus palácios me tocarem, a cidade não existirá mais!”. Quando um príncipe levantou um palácio a uma altura que lançou uma sombra sobre a moradia de Balu Nath, ele amaldiçoou a cidade. O guru está supostamente enterrado lá.
Existe ainda um outro mito: a lenda da princesa de Bhangarh, Ratnavati. Ela é considerada a joia do Rajastão. Em seu aniversário de dezoito anos, ela começou a receber ofertas de casamento de outras regiões. Na mesma região que ela, no entanto, vivia um mágico especialista em ocultismo, chamado Singhia, que era apaixonado pela princesa. Encontrando-a no mercado um dia, ele usou sua magia negra sobre o óleo que ela estava comprando de modo que, ao tocá-lo, a princesa se rendesse a ele. Ela, no entanto, percebeu a armadilha e colocou o óleo no chão. Conforme o óleo atingiu o solo, transformou-se em um pedregulho que esmagou Singhia. Morrendo, o mágico amaldiçoou o palácio com a morte de todos os que habitavam o mesmo. No ano seguinte, houve uma batalha entre Bhangarh e Ajabgarh em que a princesa Ratnavati morreu.
Moradores locais acreditam que a princesa Ratnavati nasceu em outro lugar e que o forte e o império de Bhangarh estão à espera de seu retorno para pôr um fim à maldição.
As ruínas de Bhangarh cobrem uma vasta área, muito frequentada por turistas. Toda a área é protegida pelo governo indiano, que criou um órgão para estudar a cidade. Vale notar que os escritórios não foram construídos na área arqueológica onde é atribuída a maldição “noturna”, e sim a alguns quilômetros de distância, onde também foi construído o resort Amanbagh, um hotel luxuoso, bom ponto de partida para os que pretendem visitar a zona.

4 – CENTRALIA
Em 1962, em Centralia, Pensilvânia (EUA), um grupo de bombeiros ateou fogo no lixo em uma mina de carvão abandonada, a fim de limpar a cidade. O fogo fez o seu caminho para os recantos mais profundos do local, e tem queimado lá desde então sob as ruas vazias da cidade. Gases venenosos, estradas em colapso e fogo fazem de Centralia uma espécie de “centro do perigo”.
O local é a verdadeira inspiração do primeiro filme baseado em Silent Hill. A cidade agora fantasma contava com cerca de 5 mil habitantes na década de 1960. O terrível incêndio subterrâneo simplesmente devastou a região, com chamas que continuam ardendo na terra, mesmo após mais de 40 anos desde o incidente.

5 – PORTA DO INFERNO
Porta do ou para o Inferno é um buraco de 100 metros de largura encontrado no Turcomenistão. Um acidente de perfuração em 1971, durante a União Soviética, causou esse furo gigante que vaza gases perigosos. Cientistas perceberam que a melhor solução era queimá-los, e atearam fogo nos gases. Desde então, eles ainda queimam sem parar, e seu brilho pode ser visto a quilômetros de distância. Não se sabe quando (ou se) o fogo vai se extinguir.
Também conhecido como Darvaz, Darvaza, ou Derweze (“O Portão”, em turcomano), o buraco fica em uma vila com esse nome com cerca de 350 habitantes, localizada a 260 quilômetros ao norte de Ashgabat, no meio do deserto de Kara-Kum. A região é rica em petróleo, enxofre e gás natural.

6 – SANTUÁRIO DE TOFETE
O Santuário de Tofete fica na Tunísia. É o lar de milhares de túmulos de crianças, o que levou os historiadores a especularem que elas podem ter sido vítimas de sacrifício humano nos tempos púnicos, quando o lugar era conhecido como Cartago. É possível que as crianças tenham sido sacrificadas e depois comidas devido à fome na região na época.
Na cultura cartaginês, denomina-se de tofet ou tofete um recinto sagrado ao ar livre situado na periferia dos centros coloniais, em que se praticavam sacrifícios e se incineravam crianças de tenra idade.

7 – ACTUN TUNICHIL MUKNAL
Actun Tunichil Muknal é uma caverna encontrada em Belize que abriga os restos de esqueletos e artefatos arqueológicos dos Maias. O morador mais fascinante desse local é uma jovem que foi vítima de sacrifício humano. Seus ossos calcificados brilham como cristal, tornando-a um pouco mais assustadora que o esqueleto comum. É o único esqueleto que permaneceu inteiro depois de tantos anos, e cuja aparência dá o nome à gruta.
Ela foi sacrificada aos deuses no que os maias acreditavam ser as portas do inframundo. Eles achavam que as grutas eram entradas para o inframundo, Xibalbá (“local do medo”), onde habitam os espíritos do sofrimento, doenças e morte, conhecidos como os senhores de Xibalbá. Ao contrário de outras crenças, os maias não acreditavam que tal local era metafisico, psicológico ou metafórico, mas sim tão físico como o mundo que habitamos.

8 – PRIPYAT
Pripyat é uma cidade fantasma ucraniana. Ela foi fundada para abrigar os trabalhadores de Chernobyl, e, desde o desastre nuclear, ficou totalmente vazia. Visitas são permitidas, mas as estadias precisam ser curtas e restritas. Essas imagens ilustram a realidade assustadora do que uma guerra nuclear poderia fazer com o planeta.

9 – AOKIGAHARA
Também conhecido como o Mar de Árvores, Aokigahara é uma floresta perto do Monte Fuji, no Japão. Sua fama vem do fato de ser um lugar incrivelmente popular para se cometer suicídio – tanto que grupos de busca anuais são enviados para a floresta para recuperar os corpos dos falecidos.
A floresta contém um grande número de rochas e cavernas de gelo, alguns dos quais são pontos turísticos populares. Devido à densidade das árvores, que bloqueiam o vento, e à ausência de vida selvagem, Aokigahara é conhecida por ser estranhamente silenciosa. Lendas de demônios e espíritos malignos característicos da mitologia japonesa são comuns. Em 2010, 54 pessoas se suicidaram na floresta. Em média, são encontrados cem corpos por ano lá, alguns em avançado estado de putrefação ou até mesmo somente seus esqueletos.

10 – CEMITÉRIO CHACUILLA
Nazca é uma cidade localizada no centro-sul do Peru. Situada 450 km ao sul da cidade de Lima, em um vale estreito, é famosa pelas Linhas de Nazca. Essas linhas e desenhos no chão do deserto são misteriosos e teriam demorado muitos, mas muitos anos para serem construídos. Datações de carbono 14 feitas com pedaços de jarras de argila não queimada encontradas perto dos desenhos indicam uma data de aproximadamente 500 anos dC.
Nas proximidades desse mistério, entretanto, fica o assustador e pouco conhecido Cemitério Chacuilla. O lugar é cheio de restos humanos dos povos pré-hispânicos do Peru. Uma região realmente estranha.[Listverse, TecMundo, Viajando, MansãodoMedo,MundoTentacular, PortugalParanormal, NaRotaDosMaias]

Fonte: http://hypescience.com/10-lugares-misteriosos-da-terra/

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Comunidade de Venda e Troca de Livros e Cds



Na tentativa de inovar e disponibilizar todas as ferramentas para fazer poupanças e rentabilizar artigos que já não sejam necessários, o Fazer Euros na Net criou uma comunidade no facebook que pretende fazer vendas, trocas e compras de livros, cds e outros artigos usados.

Adere à comunidade AQUI

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Gastar é saudável e recomendado por especialistas


Quem vê o belo “barquinho a deslizar no macio azul do mar” talvez não perceba o quão difícil é chegar naquele momento. Afinal, premissas do iatismo indicam que para velejar é preciso encontrar o ponto certo entre o mar e o vento, a força e o jeito, ou seja, é preciso encontrar o equilíbrio.
A lição pode ser transferida diretamente para nossas finanças. Afinal, para conseguirmos viver tal cenário – belo e bucólico – com o nosso orçamento, é fundamental encontrar o equilíbrio entre guardar e gastar. E acredite: gastar é necessário, e até recomendado.
“Engana-se quem imagina que nós, profissionais das finanças, recomendamos apenas guardar dinheiro. Isso é uma inverdade; gastar também é importante! Afinal, a parte prazerosa do uso do dinheiro não é quando você ganha ou quando você guarda, é quando você gasta”, afirma o educador financeiro Álvaro Modernell.
“Já aconselhei um cliente a gastar mais. Ele se divertia muito pouco, os gastos com lazer eram muito baixos e usufruir o bom da vida, mesmo que para isso seja preciso gastar, é fundamental. Esse meu cliente tinha uma ótima situação financeira, mas não conhecia Londres, que era um grande sonho dele, então eu o incentivei a fazer essa viagem”, completa o consultor Raphael Cordeiro.
Evitando problemas - Manter um barco navegando em um mar revolto, ou no meio de uma ventania, não é tarefa fácil, assim como não é fácil manter os gastos dentro do limite, principalmente com tanto apelo consumista e aumento da renda. E se gastar é prazeroso, e até mesmo recomendável, a grande questão que fica é: como não transformar esse ato em um grande problema?
Raphael Cordeiro afirma que estabelecer um percentual de gastos é um bom começo. “Se os gastos com lazer ficarem próximos a 10% da renda será uma boa margem, pois sobrará dinheiro para as despesas essenciais e até dinheiro para guardar e investir”, aconselha.
Para Modernell, o segredo do sucesso é gastar apenas dinheiro. “As pessoas hoje gastam crédito, cheque especial e limite do cartão de crédito. Isso leva a grandes problemas financeiros, o segredo é gastar apenas o dinheiro já existente”.
O educador diz ainda que há três regras que, se cumpridas, evitam metade dos possíveis problemas financeiros.
São elas:
Regra 1:  pagar sempre à vista – “exceções podem ser feitas em casos de emergência, apenas!”;
Regra 2: comprar aquilo de que você realmente gosta e precisa. “Não é preciso comprar apenas coisas necessárias, mas é preciso evitar comprar coisas por impulso, coisas que serão descartadas em pouco tempo”;
Regra 3: verificar o orçamento. “Se não for fazer falta para coisas mais importantes, a compra está liberada. O que não pode é priorizar algo supérfluo e deixar de pagar algo importante”.
Vale lembrar que gastar de forma consciente leva em consideração os impactos desses gastos no orçamento atual, e também no futuro. “Um gasto que traga um prazer imediato, mas que atrapalhe a meta de aposentadoria, tem que ser muito bem avaliado”, diz o consultor.
Gastar facilita investimento - Raphael Cordeiro conta ainda que, para muitas pessoas, gastar pode dar mais ânimo para investir. “Trabalhar só para guardar dinheiro pode desanimar e prejudicar o ato de poupar e investir. De fato, o uso de uma poupança – para algo que se deseje muito – é uma motivação para dar continuidade a ela. Então, de certa forma, gastar ajuda a guardar”.
Modernell concorda com o consultor. “Você quer comprar uma bolsa cara, fazer uma grande viagem ou adquirir um telefone de última geração? Faça isso! Mas antes junte o dinheiro necessário. Se você decidiu comprar, se preparou para isso, juntou dinheiro, economizou em outras áreas, fez sacrifícios, você conquistou o direito de se dar aquele prazer, de fazer aquela compra, então aproveite esse momento. As pessoas não devem se privar de comprar ou gastar com o que querem desde que tenham se programado para isso”.
Cordeiro ainda completa: “Algumas pessoas poupam até exageradamente. É possível gastar sem culpa nenhuma. É importante realizar sonhos, viajar e usar o dinheiro para coisas que lhe tragam prazeres e deixem a vida mais feliz e agradável. Para isso serve o dinheiro”. [Por Tabata Pitol - InfoMoney]

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Os melhores guarda-redes do mundo


Federação Internacional de História e Estatística do Futebol é famosa por seus rankings, alguns polêmicos, outros nem tanto, mas que geram discussão no meio do mundo da bola. Essa semana saiu mais um, o de melhores guarda-redes do mundo. Veja os 9 eleitos pelo IFFHS através de votação de jornalistas dos cinco continentes:
1º Iker Casillas – Real Madrid
2º Gianluigi Buffon – Juventus
3º Petr Čech – Chelsea
4º Manuel Neuer - Bayern München
5º Joe Hart – Manchester City
6º Víctor Valdés – Barcelona
7º Cássio – Corinthians
8º Samir Handanović – Internazionale
9º Hugo Lloris – Tottenham
E aí, aprova a lista? Acha que faltou alguém? Vamos discutir nos comentários.

The Rock Stadium


Já imaginaram um estádio subterrâneo? A partir de um projeto criado pelo escritório de arquitetura MZ, ele será possível em breve.
Localizado em Al Ain, em Abu Dhabi, o The Rock Stadium será um estádio que a olho nu estará camuflado nas areias do deserto, localizado perto das montanhas Jebel Hafeet.
Com temperaturas muito altas e as famosas tempestades de areia, o projeto contará com uma cobertura inclinada, minimizando os efeitos climáticos. Com capacidade para 30 mil pessoas, o estádio custará € 750 milhões.

Quando o assunto é dinheiro, fazemos tudo errado


“Você se deslocaria 20 minutos para economizar 5 dólares em uma calculadora que vale 15 dólares? E você dirigiria pelo mesmo tempo para economizar 5 dólares em uma jaqueta de 125 dólares?” À questão levantada por uma pesquisa realizada por Richard Thaler, especialista em finanças comportamentais e professor da Universidade de Chicago, 68% dos entrevistados responderam que dirigiriam pelo desconto na calculadora, mas apenas 29% o fariam pelo desconto na jaqueta. Apesar de a economia ser a mesma, uma das situações é considerada mais motivadora que outra.
Esse tipo de comportamento, que matematicamente não faz sentido, mas que de alguma forma encontra base dentro dos nossos pensamentos é uma anomalia estudada pela psicologia econômica e pela economia comportamental chamada “contabilidade mental”, ou em inglês, mental accounting. Essa anomalia, que é responsável por muitas de nossas distorções na relação com o dinheiro, foi explorada profundamente e mostrada em diversas situações na prática pela primeira vez por Thaler, economista americano que é referência mundial em economia comportamental.
Aqui no Brasil, uma das principais estudiosas sobre o fenômeno da contabilidade mental é Vera Rita de Mello Ferreira, professora de psicologia econômica da Fipecafi e autora de diversos livros de psicologia econômica, entre eles “A Cabeça do Investidor” e “Decisões Econômicas – você já parou para pensar?”.
Em entrevista à EXAME.com, ela explicou quais são as mais típicas distorções que fazemos em relação ao dinheiro e como a contabilidade mental nos atrapalha mais do que notamos. “A contabilidade mental é um jeito enviesado e deformado de lidar com o dinheiro, que não corresponde à realidade. É a contabilidade mental e não real. É o fato de a pessoa fechar na cabeça uma conta, que, se usasse uma calculadora ou o Excel, não fecharia”, explica.
Veja a seguir as explicações sobre algumas distorções da contabilidade mental e como você pode evitá-las para ter uma melhor relação com o dinheiro
Por que concordamos em pagar parceladamente o que não poderíamos pagar à vista?
Em uma de suas pesquisas, Richard Thaler submeteu os participantes às seguintes questões: Se você fosse ao cinema, e tivesse gastado 10 dólares pela entrada, mas ao chegar descobrisse que perdeu o ingresso, você pagaria 10 dólares novamente para ver o filme? E se você decidisse assistir um filme cuja entrada era de 10 dólares e assim que entrasse no cinema você descobrisse que havia perdido uma nota de 10 dólares, ainda assim você pagaria o tíquete?
Quando Thaler conduziu a pesquisa, ele descobriu que apenas 46% comprariam outro ingresso na primeira situação e 88% aceitariam pagar a entrada na segunda. Segundo Thaler, a explicação é que ir ao cinema é normalmente visto como uma transação, na qual o custo do tíquete é associado à experiência de ver o filme. Por isso, comprar uma segunda entrada torna a experiência muito cara, já que é como se um único ingresso saísse por 20 dólares. Mas, no segundo caso, a perda de dinheiro não é colocada na conta do filme, por isso não nos importamos em gastar mais 10 dólares.
Estas experiências contradizem o que é pregado pela economia tradicional, de que 1 real é sempre 1 real, ou seja, que o dinheiro é um bem fungível, que pode ser substituído por outro da mesma espécie, qualidade e quantidade. Segundo a contabilidade mental, na prática, as contas mentais nos levam a tratar o dinheiro de forma diferente. “A contabilidade mental fica muito distante do que a economia tradicional defende, de que as pessoas lidam com dinheiro pelo valor objetivo”, afirma Vera Rita.
Isto pode explicar por que ao se deparar com um objeto de alto valor monetário, o consumidor não aceita pagá-lo à vista, mas concorda em pagar o produto parcelado. “O sujeito pode estar com o orçamento apertado e pensar que 1.500 reais é um gasto muito alto, que não dá para pagar. Mas, se ele puder pagar em cinco prestações, é como se diminuísse o valor. E apesar de não diminuir, alivia a consciência, ele pensa “só cinco vezes de 300 reais”, mas é o mesmo gasto”, explica a professora.
Seria por esse motivo que muitas vezes gastamos um valor que, na verdade, não temos ou não podemos pagar. Segundo Vera Rita, essas compras por impulso ocorrem com muito mais facilidade se o comprador estiver com cartões de débito, crédito ou com cheque, do que se estivessem com cédulas de dinheiro. “Doeria mais ver o dinheiro vivo indo embora do que com outras formas de pagamento”, explica. Por isso, ela recomenda que, em uma situação de endividamento, o consumidor utilize apenas dinheiro vivo.
dinheiro-e-estresse
Por que preferimos pagar altos juros em empréstimos, do que mexer na poupança?
A separação do dinheiro em contas mentais remonta a uma outra típica situação, que é o fato de nos relacionarmos de uma maneira com o dinheiro em conta corrente e de outra forma com o dinheiro investido em aplicações. Muitos preferem, por exemplo, entrar no cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito e pagar juros altíssimos do que resgatar parte do dinheiro investido na poupança.
Financeiramente, isso não traz vantagens, uma vez que o rendimento da poupança não supera 0,5% de rentabilidade ao mês, enquanto os juros dos empréstimos no cheque especial ou do rotativo do cartão podem ser de 10%. “As pessoas fazem isso porque têm uma percepção correta de que nunca mais vão repor o dinheiro investido se elas o resgatarem. É ruim do ponto de vista financeiro porque se paga juros no empréstimo, mas é uma espécie de defesa para garantir a conta de poupança”, explica Vera Rita.
Ela avalia que neste caso, não mexer na poupança pode ser a melhor opção. Principalmente se o objetivo da poupança for o pagamento da faculdade dos filhos, a compra de um imóvel e outras finalidades que terão grande importância no futuro. “Se o sujeito mexer na conta poupança, ele não sabe se vai conseguir voltar a repor o dinheiro. Por isso, se ele tem essa necessidade no futuro, é melhor não mexer porque isso vai dar segurança para ele não desistir do investimento”, explica.
Para não chegar a essa situação, de pagar mais juros em empréstimos do que o que se ganha em aplicações, é importante lembrar da máxima que “poupar é mais importante do que investir”. Isto é, antes de ter investimentos é importante ter uma vida financeira organizada, que permita ao investidor ter recursos suficientes para arcar com as despesas mensais e ainda investir recursos em suas aplicações regularmente.
Por que fazemos as contas em cima do salário bruto e não líquido?
Outra conta mental que prejudica o orçamento é considerar o valor do salário sem pensar nos descontos. “Muita gente nem sabe direito quanto ganha, não sabe dizer qual é o salário bruto ou líquido e não sabe direito em cima de qual valor fazer as contas”, afirma Vera Rita.
Ela explica que, se o orçamento ficar baseado no salário bruto, sem considerar os impostos, contribuições sindicais e outros valores descontados, sempre haverá um “buraco” nas contas. “Se os descontos que normalmente chegam a 30% do salário não são descontados no planejamento das contas, o salário não vai cobrir as despesas nunca, sempre vai ter um buraco de 30%”, avalia. Por isso, é essencial que o planejamento do orçamento sempre considere todos os descontos e apenas a receita real.
Por que o décimo terceiro nos deixa endividados?
Um último e conveniente alerta sobre as consequências da contabildiade mental é sobre o décimo terceiro salário. “As pessoas recebem o décimo terceiro ou vão receber e já pensam primeiro em quitar dívidas, pensam no IPTU, no IPVA, depois no material escolar e depois só falta subir aos céus e virarem santas”, brinca a psicóloga. Segundo ela, apesar das boas intenções, o dinheiro extra do final do ano acaba levando muitos a se endividarem no começo do ano.
O erro consiste em sempre pensar no décimo terceiro como um valor bruto, sem se descontar todos os gastos para os quis ele está sendo destinado. “Normalmente as pessoas pensam: eu tenho 5.000 reais, então eu posso trocar de celular, posso fazer essa viagem, posso comprar os presentes de Natal. E elas não somam os gastos, sempre acham que os 5.000 reais continuam lá, sem se dar conta de que o dinheiro está diminuindo. Quando chega no final fevereiro e março, elas não conseguem pagar o IPTU, o IPVA e fizeram mais dívidas ainda”, explica Vera Rita, acrescentando que esta é uma das explicações para o aumento da inadimplência no início do ano.
O que ocorre neste tipo de situação, segundo a psicóloga, é que as pessoas se relacionam com o dinheiro de forma distante. Mais uma peça que a contabilidade mental acaba pregando. Neste caso, a recomendação é não fazer suposições sobre o dinheiro que resta em conta, mas ter um controle próximo sobre a conta, checando os extratos sempre que preciso.
Saber como a mente se relaciona com o dinheiro, pode não ser a solução para todos os problemas, mas pode ajudar bastante na prevenção de alguns erros. “A contabilidade mental é o primeiro passo. Algumas pessoas leem sobre o fenômeno e às vezes cai a ficha e pensam ‘vou mudar’. Outras, na hora acham interessante, mas depois por terem os hábitos muito arraigados acabam fazendo o que estão acostumadas. De todo modo, é importante conhecer esse funcionamento e muitos outros erros sistemáticos que temos para nos prevenirmos”, conclui. [Por Priscila Yazbek - Exame]

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