quinta-feira, 7 de março de 2013

Descubra quanto custa ter filhos

A maioria das pessoas tem o projeto de ter filhos, mas muitos não pensam que junto com a alegria de procriar, vêm gastos a curto e longo prazos. Para essa nova fase da vida de uma família, o ideal é que sejam feitos planos para enfrentar inevitáveis alterações no orçamento.
Especialistas em economia dizem que as despesas para o nascimento de um bebê, podem ficar entre R$ 10 mil e R$ 40 mil, divididos entre hospital, decoração e enxoval. Isso levando em conta a grande variedade de preços para artigos, maternidades e planos de saúde, dependendo das possibilidades e exigências de cada casal.
“Tem como fazer um planejamento de médio prazo, e o ideal é que seja com dois anos de antecedência” diz o economista, coordenador do Centro de Pesquisa da Faculdade Alfa e Superintendente do Instituto Mauro Borges, Aurélio Troncoso. Ele detalha que o primeiro passo é buscar por um plano de saúde que esteja dentro do orçamento e cubra tudo que os pais querem, já que com dois anos, acaba o período de carência.
A funcionária pública, Ana Paula Toledo Vieira, que tem uma filha de onze meses, confessa que apesar de ter tido uma gravidez planejada não se preparou financeiramente para a situação. “Parei de tomar pílula, mas foi mais rápido do que esperava, então eu e o meu marido tivemos que tomar muitas atitudes de última hora.” Ela conta que a primeira providência foi aumentar a casa, para que comportasse mais um integrante da família. Essa reforma custou aproximadamente R$ 5 mil ao casal.
Apesar de Ana Paula ter plano de saúde, ainda pagou R$ 1.300 ao médico pelo parto, e mais R$ 300 para compensar a estadia em apartamento, já que o seu plano cobria apenas enfermaria. “E ainda quando nasceu, meu marido falou que nem sabia que existiam tantos remédios no mundo, porque nós saímos de lá com uma lista enorme de remédios para comprar” conta.
Surpresa
Quando a gravidez é inesperada é mais difícil de economizar. “Se a gestação é planejada, consegue-se diminuir os gastos entre 30% e 35%, quando não é, só resta, se muito, nove meses para o planejamento, aí é tudo mais caro”, atesta Aurélio Troncoso.
Este é o caso da jornalista de 22 anos, Aliny Ribeiro que está na reta final da gestação. Sua gravidez não era esperada, e quando descobriu, teve que reorganizar toda a vida, o que a custou muito. “Tivemos que gastar com uma nova casa, mobília, com o chá de bebê.”
Ela diz que os gastos com móveis para o bebê até hoje chegaram a R$ 1.300, e confessa: “Até hoje não tivemos como poupar para o nascimento, foram muitas despesas, e eu sei que ainda vêm muitas outras pela frente.”
O plano de saúde de Alyne cobre o parto, mas apenas a estadia na enfermaria, então neste momento ela gastará em média R$ 800 com as diárias do apartamento e mais R$ 250 para que seu marido assista ao parto.
Gestação
O economista informa que os principais gastos durante a gravidez são com o pré-natal, a alimentação da mãe, já que são recomendados produtos mais saudáveis, alguns exames e os medicamentos, como fortificantes e vitaminas.
A jornalista diz que medicamento foi uma parte que mudou muito no seu orçamento. Por dois meses Aliny passou mal com resfriado e hemorroidas, e neste caso teve que tomar cuidado dobrado, o que a custou R$ 170 por mês, além da vitamina normal.
Enxoval
Se feito com antecedência, o segundo passo depois de decidido o plano de saúde, é escolher os móveis e o enxoval. De acordo com o economista, isso pode ser feito já na fase da gravidez, mas com uma poupança garantida para essa finalidade. “Eu sempre brinco com as grávidas que fazer um consórcio de mãe é a melhor coisa, porque se juntarem umas quatro e forem às lojas de atacado, as roupas para o bebê e o restante do enxoval sai bem mais barato” diz Aurélio Troncoso.
Ana Paula começou a se dedicar ao enxoval no quinto mês de gestação, quando descobriu que esperava por uma menina. “Comecei a comprar um pouco a cada mês, porque se fosse tudo de uma vez não daria conta.” A funcionária pública pagou R$ 300 pelo berço, R$ 200 pelo andador, R$ 160 pela cadeira para comer, dentre outros.
As duas mães concordam que o que as ajudou muito, foi o chá de bebê. Ana Paula ganhou o carrinho de bebê e muitas fraldas, e Aliny que promoveu dois chás, também ganhou fraldas além de roupinhas para o neném. “O chá entre amigos é uma coisa legal, economiza muito o gasto com fraldas” declara o economista.
Pós nascimento
Passado os gastos de preparação e com cuidados com a mãe, vêm os gastos com o bebê. A funcionária pública diz que o gasto primordial é na farmácia. “Antes eu só comprava anticoncepcional, agora, além disso, tem fralda, lenços, leite, mamadeira, dedeira, cotonete” conta. Ela diz que até o terceiro mês de idade da filha, comprava um leite especial a cada semana no valor de R$ 70.
Para compensar seus novos gastos, Ana Paula deixou outros de lado. “Diminui muito minhas idas ao salão e compras, antes era importante, agora é supérfluo, é muito melhor comprar roupinhas para minha filha do que para mim”.
Já Aliny, além dos custos com produtos depois do nascimento, também vai ter que pagar uma pessoa para ajudá-la em casa, já que não terá condições de fazer serviços domésticos.
Aurélio Troncoso diz que no primeiro ano de vida, estes realmente são os maiores gastos, sem contar com a alimentação. Porém, representam apenas 5% do que tem por vir até o ingresso na faculdade. “O último cálculo que fiz, desde o nascimento até a faculdade, os pais gastam aproximadamente R$ 823 mil com cada filho.”
A dica dele, é que no momento do nascimento, os pais digam aos familiares e amigos que ao invés de darem presente depositem o valor na poupança da criança. [Por Loízia Paiva - Diário da Manhã]

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