Se você pensa que nós, brasileiros, não temos boas ideias ou que tudo que é novidade é inventado em outros países, dê uma olhada na história das invenções, para perceber que a coisa não é bem assim. Nossos cientistas e pesquisadores sempre tiveram bons projetos, mas, por falta de reconhecimento e apoio, muitos acabaram ficando pelo caminho e as glórias acabaram indo parar nas mãos de estrangeiros.
Nosso primeiro inventor
Bartolomeu Lourenço de Gusmão, (Santos, 1685 — Toledo, 1724) foi um padre católico, cientista e inventor, nascido na então colônia portuguesa do Brasil, capitania de São Vicente. Apelidado de “padre voador”, o padre Gusmão tornou-se famoso por ter inventado o primeiro aeróstato operacional, a que chamou de “Passarola”. É uma das maiores figuras da história da aeronáutica mundial. Foi o primeiro inventor, não apenas do Brasil, mas das 3 Américas.veja mais Invenções Brasileiras...
Invenções de Santos-Dumont
Alberto Santos-Dumont
Balão a gás de pequeno porte: revolucionou a construção de aeróstatos. Foi batizado de Brasil, em homenagem à terra natal de Dumont
Dirigível: ao colocar um motor movido a petróleo num balão a gás, Dumont inventou o primeiro dirigível. O modelo nº 9 foi o primeiro a dar a volta à torre Eiffel.
O avião: o 14 Bis foi a primeira aeronave mais pesada do que o ar a levantar vôo por seus próprios meios. Até hoje existe uma dúvida sobre quem apresentou primeiro a ideia, se foi Santos-Dumont ou os irmãos nortemericanos Wilbur e Orville Wright, mas as provas favorecem muito mais o brasileiro.
O precursor do ultraleve: o Demoiselle 20, um avião menor, mais rápido e com maior possibilidade controle que o 14 Bis, foi o último invento aeronáutico de Dumont. E o primeiro ultraleve da história. Tinha 115 kg, envergadura de 5,50m e comprimento de de 5,55m.
O relógio de pulso:
Hangar com portas de correr: em 1900, para fechar o galpão onde montava as suas invenções, Dumont colocou portas que corriam sobre rolamentos. O primeiro hangar do mundo tinha 11 metros de altura, 7 metros de largura e 30 metros de extensão.
A urna eletrônica para votação

Desenvolvida pelo juiz eleitoral Carlos Prudêncio
BINA – identificador de chamadas
O inventor do sistema de identificação de chamada, conhecido como BINA, foi Nélio Nicolai, um brasileiro de Belo Horizonte (foto), em 1982. No entanto, Nélio foi desacreditado pelo governo na época. Mesmo tendo a patente do produto, ele atualmente trava uma árdua batalha contra as operadoras de telefonia ao redor do mundo e, até agora, nada ganhou com a sua invenção. O inventor calcula que o valor mensal dos royalties que deveria receber gira em torno de 4 bilhões de dólares.
O padre gaúcho Roberto Landell de Moura
Walkman

Andreas Pavel
Máquina de escrever
Quase ninguém sabe, mas essa invenção também nasceu no Brasil, no século XIX. O padre João Francisco de Azevedoteve a ideia de adaptar um piano de 24 teclas para que ele pudesse imprimir letras em um papel. Velho e doente, Azevedo entregou, ingenuamente, a sua invenção ao negociante George Napoleón, que garantia ter interessados em fabricá-la nos Estados Unidos. O padre nunca mais teve notícias do vendedor, mas alguns anos depois, um modelo quase igual foi apresentado nos EUA, por Christofer Sholes. Em seguida, a empresa Remington comprou a ideia e passou a o invento em escala comercial.
Fotografia
O primeiro homem a descobrir uma forma de gravar imagens com o uso da luz não era brasileiro, mas vivia em nosso território. Morador da cidade de Campinas, no interior de São Paulo, o francês Hercule Florence descobriu um método para imprimir fotos usando papel sensibilizado com nitrato de prata. Enquanto ele desenvolvia seu trabalho em silêncio, por aqui, uma pesquisa parecida estava em andamento na França. As pesquisas de Louis Daguerre e Joseph Niépce são consideradas o ponto inicial da fotografia e ambos herdaram a paternidade da invenção. Ao saber das conquistas da dupla francesa, Florence abandonou suas pesquisas.
Outras invenções brasileiras
Copo americano, por Nadir Figueiredo. / Escorredor de arroz, por Therezinha Beatriz de Andrade. /Orelhão, por Chu Ming Silveira /Futevôlei, por Otávio Morais / Como se pode ver, não falta criatividade à nossa gente.










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